quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Esperança


Tudo começa numa pequena estrela
Que, ao longo do seu percurso,
Origina um céu estrelado

O tempo passa e as estrelas dormem
Aguardando está a noite escura
Na esperança de fazer com que o céu
As volte a ver brilhar de novo

O dia cai,
Já se vê o Sol por detrás das montanhas
Cada raio com a sua intensidade
Cujo brilho suscita um sorriso
Neste céu encoberto

Já no alto,
Este ser fascinante
Encanta aquele que o admira
Ao mesmo tempo que se encaminha
Em direcção ao poente

É então que o Sol se esconde,
Pinta o horizonte de várias cores
E aí o céu desmoraliza novamente
À espera de uma nova manhã

Ao longe vê-se uma luz,
Contínua e cintilante
Desperta aquele que de um brilho espera
Mas nada encontra, havia sido um sonho

Contudo,
O céu vive na esperança
De se voltar a estrelar
E assim se sustenta

Mais uma manhã desperta
E tudo volta à rotina

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Desilusão



Quando tudo parece perfeito
Aos olhos de quem assim quer ver
Ao mesmo tempo que tudo acontece
Sem dar por isso
Na intensidade da confiança e amizade
As coisas acontecem com uma intensidade maior
Ao qual não me apercebo logo
Acabando por me ferir ao longo do percurso,
Que até ao momento era certo

Um passo para a frente, dois para trás
Não há progresso mas sim decadência
Quando menos espero acontece isso mesmo,
O que menos espero

A dor é equivalente a uma facada nas costas
Falta-me o ar, sinto a pressão, dores no peito
E só me vem à cabeça: Porquê?
Nunca pensei

Desapontamento...óbvio
Desilusão...muita
É então que volto a agir
Levanto-me e grito
Sinto-me leve
Levanto como um pássaro e voo sem direcção

Agora sim, sou eu
Penso em mim
E sigo em frente
A vida espera-me na fronteira
E é então que eu parto
Com um sorriso na cara

Adeus